Nome: Lawrent Serrat; Idade: 320 anos; Signo: Capricornio; Estuda: Arquivologia; Mora: Brasilia, a cidade do ceu encantado; Bebida:Vinho, de preferencia... alem do cafe que tanto amo e da maravilhosa vodka; Aniversário: 30 de dezembro; Gosto: Noite, frio, vinho, livros, carinho, sangue... Odeio: Muita coisa... mas ninguem.
Gostaria de agradecer a todos pela a tenção e dizer que lamento não poder atualizar isto aqui com tanta frequência como a que eu gostaria. Mas vocês sabem, nem tudo são rosas neste mundo.
Ando muito ocupado com o trabalho e com os estudos, além de a internet de minha casa não estar funcionando.
De toda forma, lhes trago algo novo. É o http://divergencias.zip.net, um blog que Alan e eu estamos elaborando.
A proposta dele é um tanto diferente da deste aqui, mas que muito me agrada, ligada mais à política e a sociedade. Também abriremos espaço para pessoas com textos de qualidade e faremos algumas homenagens e...
Bem, gostaria que conferissem acessando o link e, quem sabe, colocando-o entre os seus favoritos. Já estamos com um primeiro texto, de Alan Nunes, que já foi publicado em outra ocasião (apesar de crer que poucas aqui o leram) mas que estamos reutilizando como experiência.
Sempre que me deparo com um livro novo tomo o extremo cuidado para não me sentir maior que ele e, quando é um clássico, desses de Platão ou Agostinho, leio somente para ter o registro de duas ou três linhas, porque ainda me acho muito cru para entendê-los.
Acredito que dos grandes filósofos ainda não entendi nem um de verdade. Nenhuma página. É por isso que leio, releio e penso e repenso mil vezes sobre as mesmas páginas de Russeau, Bacon e Marx. E cada vez que passo meus olhos por aquelas linhas repetidas, sinto que sei muito menos. Minhas reflexões são bobas.
Tenho grande admiração por boa parte dos leitores que conseguem tecer algum comentário inteligente sobre este ou aquele livro. Tenho como verdadeiros heróis aqueles que, com muito cuidado, fazem aquelas notas de rodapé para que eu, pobre mortal sem luz, possa entrever alguma coisa naquele vale nublado – porém maravilhoso – de palavras.
Um dia, quem sabe, entenderei um pouco do que quis dizer alguns dos poetas e filósofos que admiro. Me sentirei, então, menor do que agora.
Para não passar em branco a segunda-feira, compartilho com vocês as dores que sinto quanto as prova que fiz ontem, as duas que farei hoje e mais duas do decorrer da semana.
A academia só não me é mais algoz que o trabalho.
Não fosse as duas garrafas de vinho do fim-de-semana, estaria morto.
Lamentável, sim, conhecendo as promessas que fiz - mas sempre as fiz - deixei de cumpri-las. Não, meus caros, não me apedrejem! Afinal, quem dentre vós não abandonou por algum tempo os blogues as moscas.
O pior de tudo é que escrevi dois textos, lá em minha casa, e esqueci de trazê-los num disquete. Contudo, para apaziguar, procurarei postar um deles hoje a noite, e o outro um dia desses.
Mas...
Ora, a quem estou tentando enganar: ninguém liga pra isso aqui mesmo...
Nada em Vitoriano chamava atenção. Não era feio o suficiente para ser caçoado nem bonito para receber o mínimo olhar de cortejo. Quando foi nu na festa à fantasia de formatura, no segundo grau, ninguém sequer o olhou de forma estranha, foi como se aquilo fosse a coisa mais comum do mundo.
Um dia resolveu se vestir de palhaço e foi à praça dar piruetas. Ganhou cerca de 10 Reais e um ou outro aplauso insignificante. Ah, e o policial lhe pôs pra correr, porque ali não era permitida nenhum tipo de brincadeira.
Quase deu um sorriso quando, já de longe, olhou para a praça e viu outros palhaços sendo expulsos pelo mesmo policial depois de ganharem alguns trocados também. Só não riu porque descobriu que aquilo, como quase tudo, não era legítimo dele... existiam muitos palhaços!Foi pra casa, tomou banho, ligou a TV e viu as mesmas notícias que sempre via. Algo sobre a Guerra Santa e universitários entrando à força na prefeitura de uma cidade do interior.
Foi pra casa, tomou banho, ligou a TV e viu as mesmas notícias que sempre via. Algo sobre a Guerra Santa e universitários entrando à força na prefeitura de uma cidade do interior.
Traficantes atirando no Rio, empresários recebendo tortadas em Säo Paulo e mais uma grampo telefônico revelando irregularidades financeiras em Brasília. Tudo isso!
Tudo isso de novo!
Mudou a rotina e começou a ler revistas mais cultas, assistir filmes europeus e a jogar tênis. Ninguém elogiou o pobre coitado... era comum demais!
Resolveu escrever um livro, criticou todo o sistema e a vida nas cidades do mundo inteiro. Mais de quinhentas páginas, vejam só!
Foi traduzido em diversas línguas e vendeu bem.
Vitoriano ficou muito requisitado e deu palestras em universidades do mundo inteiro e em cinco idiomas diferentes. Qualquer país civilizado ou qualquer faculdade de Ciências Sociais utilizava o livro dele.
Ficou tão comum...
Vitoriano se suicidou com um tiro na cabeça, e o que saiu no jornal foi algo como "MAIS UM FILÓSOFO SE SUICIDA".
O oportunismo comercial anda destonando a característica de um tipo de ambiente agradabilíssimo, possuidor de uma mística fantástica: o café. Aproveitando um pouco da minha experiência e na luta pela manutenção do status que merece esse estabelecimento, deixo aos meus amigos, e a quem quiser ler, alguns traços de um verdadeiro café.
Para não cair em armadilhas, basta que se observe três pontos básicos: a localização, a clientela e o cardápio.
Um café de verdade, de modo algum se localiza num shopping center ou numa loja qualquer. Seja qual for o local do prédio em que ele esteja instalado (na parte interna, dando para a rua ou na cobertura), desconfie. Bons cafés se localizam em avenidas famosas, zonas boêmias ou, no máximo, nos ambientes de teatros, museus, universidades e similares.
A clientela de cafés de verdade não é do tipo que gosta de levar violão e cantar alto ou de conversar gritando. Costumam ser pessoas educadas, que conversam em voz baixa e sobre assuntos agradáveis. No máximo se exaltam um pouco no meio de uma boa discussão sobre um tópico interessante.
O cardápio, esse sim é problema sério. É que explode hoje em dia um tipo de confusionismo entre cafés e lanchonetes. Daí que alguém lhe traz o menu e você se depara com uma vasta gama dos mais variados sanduíches, bebidas e toda sorte de bobagens. Cafés, além de café – obviamente –, vendem variedades de pães e bebidas mais sofisticadas, como vinho ou whisky, nunca energéticos ou coolers. Os sanduíches são daqueles mais suaves, sem muita carne e com nomes simples.
Levando em consideração algumas dessas observações primárias, além do bom-senso e do bom-gosto, provavelmente não cometerão erro algum. De outra forma, não seriam pessoas merecedoras de compartilhar o ambiente.
Fazia, eu, um texto comparando a primavera a uma mulher antes de perceber que a sorte também deve ser uma. Assim, da maneira mais dolorida, descobri que a sorte também tem um temperamento sensível: perdi meu texto de uma forma fantasmagórica, paranormal... ou talvez simplesmente seja mais uma dessas coisas misteriosas as quais aprontam os computadores.
Os computadores, estes não, não se pode compará-los com mulheres. Elas conseguem fazer desaparecer certas coisas, porém com muito mais sutileza.